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SP verde, feiras, percursos urbanos: vale a pena descobrir a cidade a pé

Adriana Terra

25/01/2019 07h41

Nesta sexta-feira (25), São Paulo completa 465 anos. Além dos eventos especiais, comemorativos — de show do Paulinho da Viola a roteiro pelo bairro da Penha –, há uma série de outros programas possíveis. Pensando no que o blog já publicou nos últimos meses, reuni abaixo sugestões tanto de passeios quanto de projetos que olham para a cidade de forma crítica, atenta e sensível, sobre os quais já falamos aqui.

Na zona sul, uma ilha; na zona norte, um parque
Não é bem uma ilha, mas leva a denominação no nome. Para chegar até lá, é preciso tomar uma balsa: a península onde fica a Ilha do Bororé (acima, a Casa Ecoativa) é na zona sul de São Paulo, pertinho do Grajaú, nas margens da represa Guarapiranga. O passeio até lá, além de fácil de transporte público, mostra como uma cidade como São Paulo pode abrigar diferentes climas, modos de vida. Já na zona norte, quem busca verde e cachoeiras pode ir no Núcleo Engordador do Parque da Cantareira, a partir de um ônibus no terminal Santana.

Sampapé, Cidade Ativa: organizações legais para acompanhar
A mobilidade ativa se relaciona com outras questões: da melhoria do transporte público a descentralização dos serviços e infraestrutura da cidade. Andar a pé não é só andar a pé, mas pensar a cidade como um lugar mais igualitário. A ONG Sampapé realiza diversas ações neste sentido, bem como a Cidade Ativa — vale acompanhá-las nas redes. Mapeamentos, roteiros, revitalizações de escadarias junto a organizações locais são algumas das atividades.

Arte: Crônicas Urbanas

Passeando pelas Ruas, Crônicas Urbanas: projetos sobre SP
Tem mais história além da história: indo além das versões hegemônicas sobre as origens e os desdobramentos da formação da cidade, uma série de iniciativas tem surgido nos últimos anos. Algumas delas são os projetos Passeando pelas Ruas, Caminhada das Quebradas e Crônicas Urbanas (projeto acima) que, com publicações e roteiros, têm mostrado mais camadas históricas, propondo uma cidade maior, com mais personagens, ruas e bairros a ganharem protagonismo.

Guias fantásticos: arte e cidade juntas
Sou do tipo que acha até os guias mais básicos legais, então quando eles são inventivos, abrem espaço para refletir, aí me conquistam mesmo. Para quem também é dessa turma, uma dica é o Guia Fantástico de São Paulo, da espanhola Ángela Leon, que combina a fantasia sonhada ao fator fantástico presente na realidade, das varandas cheias de plantas nos altos prédios do centro aos poéticos caminhões de abacaxi (acima, desenho da publicação). Outro guia nessa linha, inspiracional — já que não fala de SP — é o Cuadernos de Medellín, que aborda a cidade colombiana a partir de vivências urbanas das mulheres.

Mapas, mapas e mais mapas
Bem, se você chegou até aqui creio que gosta de mapas. Ou ama mapas. Entre as muitas cartografias possíveis de São Paulo, algumas foram destaque ou mesmo criadas aqui no blog. Esse post compila mapas das feiras livres, das ciclofaixas e ciclorrotas da cidade. Recentemente, organizei um bem simples para entender o desenho dos sacolões e mercados municipais paulistanos na nossa geografia.

Casa do Norte Nova Mandacaru | Créditos: Alexandre Ribeiro, Guilherme Petro e Yuri Ferreira

Comida é sempre um componente legal
Circular para se alimentar é uma boa, certo? Se ainda não conhece, corra para conhecer o Guia Prato Firmeza, iniciativa da escola e agência de jornalismo ÉNois feita para mostrar que tem comida boa e saborosa em toda parte da cidade, e que a seleção das revistas e jornais por vezes é bastante elitista e preguiçosa. Já rolaram duas edições, indicação ao prêmio Jabuti e tudo mais.

As cidades na música e no cinema
Documentários sobre as cidades são formas da gente conhecer coisas que não viveu, imaginar. Tem um post que compila filmes sobre São Paulo e outros locais — do Rio do artista Heitor dos Prazeres a Nova York de Martin Scorsese em "After Hours". Já esse texto fala de um projeto documental contemporâneo sobre as vilas operárias paulistanas. Recentemente, bati também um papo com a cantora Alessandra Leão sobre os vídeos que grava cantando músicas, de compositores variados em cenários urbanos: mercadinhos, avenidas. Unindo som, audiovisual e a percepção de quem gosta de estar na cidade.

 

 

 

Sobre a autora

Adriana Terra é jornalista e gosta de escrever sobre a cidade e sobre cultura. É co-criadora da série “Pequenos Picos”, mapeamento afetivo de comércios de bairro da capital paulista, e mestranda em Estudos Culturais na EACH-USP, onde pesquisa lugares e modos de vida. Foi criada em Caieiras e há 15 anos vive no centro de São Paulo. Na zona noroeste ou na Bela Vista, sempre que dá, prefere ir caminhando.

Sobre o blog

Dicas de lugares, roteiros, curiosidades sobre bairros, entrevistas com personagens da cidade, um pouquinho de arquitetura e mais experiências em São Paulo do ponto de vista de quem caminha.